Terrier Brasileiro
Nome original: Terrier Brasileiro (Brazilian Terrier)
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Sobre a raça
De onde vem
O padrão da FCI (Federação Cinológica Internacional) conta que, nos séculos XIX e XX, muitos jovens brasileiros estudavam em universidades europeias, em especial na França e na Inglaterra. Eles muitas vezes voltavam casados, e as esposas traziam um cão pequeno de tipo terrier. As famílias voltavam às fazendas de onde tinham saído, e o cãozinho se adaptou à vida rural e cruzou com cães locais.
Assim se formou um tipo novo, e o fenótipo (a aparência) se fixou em poucas gerações. Com o crescimento das grandes cidades, os centros urbanos atraíram fazendeiros, famílias e empregados, e o cãozinho passou por outra mudança de ambiente.
Como é
É um cão de porte médio, esguio e bem equilibrado, de estrutura firme, mas não muito pesada. O corpo é quadrado, de linhas curvas: o comprimento do corpo é quase igual à altura.
As orelhas são triangulares, de pontas finas, carregadas meio eretas, com a ponta dobrada caindo para o canto externo do olho. A cauda nasce curta ou longa, e quando longa não passa do jarrete.
O pelo é curto, liso, fino mas não macio, rente à pele, de forma que não se vê a pele por baixo. A base é predominantemente branca, com marcas pretas, azuis, marrons ou isabela na cabeça e nas orelhas, e marcas fulvas sobre os olhos, dos dois lados do focinho e dentro e na borda das orelhas.
No dia a dia
O padrão descreve um cão inquieto, alerta, ativo e atento. É amigável e gentil com os conhecidos e desconfiado de estranhos.
Onde a raça se destaca
A função oficial é de cão de caça de pequena caça, de guarda e de companhia.
Curiosidades
Segundo a Wikipedia, é uma das duas raças nativas do Brasil reconhecidas no mundo todo. Também é chamado de Fox Paulistinha, e a página o classifica como símbolo de São Paulo. A Wikipedia traz duas teorias de origem: a de que descende de Jack Russell, Parson Russell e Fox Terriers trazidos da Europa no século XIX, e a de que descende de raças espanholas, o Ratonero Bodeguero Andaluz e o Terrier Valenciano. A página está marcada como precisando de mais fontes, e as origens se apoiam em sites de raça em português.
Dados da raça
| Item | Informação |
|---|---|
| Grupo FCI (Federação Cinológica Internacional) | Grupo 3: Terriers. Seção 1: terriers grandes e médios |
| Número do padrão FCI | 341 |
| País de origem | Brasil |
| Porte (altura na cernelha, medida no ombro) | Machos: 35 a 40 cm. Fêmeas: 33 a 38 cm. Peso: cerca de 10 kg |
| Pelagem | Curta, lisa, fina, mas não macia, rente à pele. Cor: base predominantemente branca com marcas pretas, azuis, marrons ou isabela; marcas fulvas sobre os olhos, ao lado do focinho e nas orelhas |
O jeito
Inquieto, alerta, ativo e atento. Amigável e gentil com amigos, desconfiado de estranhos, segundo o padrão.
Energia e rotina
Nível de energia: alta (estimativa do Cão a partir do trabalho original da raça, que é a caça de pequena caça, e da descrição "inquieto, ativo" do padrão).
Passeios diários, brincadeiras e algo para fazer costumam fazer parte da rotina (estimativa do Cão).
Cuidados com o pelo
O pelo é curto e liso. Escovar de vez em quando e dar banho quando precisar costumam bastar (estimativa do Cão).
Fontes
- FCI, página oficial da raça (número, grupo, seção, país): https://www.fci.be/en/nomenclature/BRAZILIAN-TERRIER-341.html (acesso em 29/10/2026)
- FCI, padrão oficial nº 341, publicado em 14/05/2022 (histórico, utilização, aparência, temperamento, pelagem, altura e peso): https://www.fci.be/Nomenclature/Standards/341g03-en.pdf (acesso em 29/10/2026)
- Wikipedia, Brazilian Terrier (teorias de origem, nomes): https://en.wikipedia.org/wiki/Brazilian_Terrier (acesso em 29/10/2026)
- CBKC, lista de raças (grafia): https://cbkc.org/racas (acesso em 29/10/2026)