Cão de Santo Humberto
Nome original: Chien de Saint-Hubert (em inglês, Bloodhound)
Foto ainda não escolhida.
Sobre a raça
De onde vem
O Cão de Santo Humberto é um grande sabujo da Bélgica, de antecedentes muito antigos. Conhecido há séculos pelo faro excepcional e pelo talento para a caça, é também um excelente cão de trela. O padrão da FCI (Federação Cinológica Internacional) diz que foi criado nas Ardenas pelos monges da Abadia de Saint-Hubert.
Presume-se que descenda de cães pretos ou pretos e fogo, de matilha, usados no século VII pelo monge Humberto. Ele depois virou bispo e, canonizado, tornou-se o padroeiro dos caçadores. Esses grandes sabujos se espalharam pelas Ardenas, onde havia caça grande nas florestas. Eram famosos pela robustez e pela resistência, sobretudo na caça de javali.
Os primeiros eram pretos, depois também apareceu o preto e fogo. Segundo o padrão, no século XI esses cães foram levados à Inglaterra por Guilherme, o Conquistador. Na Inglaterra, deram a base para a raça. O nome inglês "Bloodhound" viria de "blooded hound", cão de sangue puro. Segundo a Wikipedia, não há prova de que Guilherme tenha trazido a raça. A mesma fonte diz que o nome é mais bem explicado por um relato do século XVI de John Caius: um cão que busca sangue.
O padrão acrescenta uma parte dura da história. Depois a raça foi desenvolvida nos Estados Unidos, e nos estados do Sul esses cães foram usados para caçar escravos fugidos. Segundo a Wikipedia, antes da Guerra Civil americana cães foram usados para rastrear escravizados em fuga, mas se questiona se eram verdadeiros Bloodhounds.
Como é
É um sabujo grande e massivo, o mais potente de todos os sabujos de faro. O padrão fala em linhas harmoniosas, ossos fortes, boa musculatura e muita substância, sem parecer pesado. Tem estrutura longa, que cabe num retângulo. O aspecto geral é imponente e nobre, e a atitude é solene.
A cabeça e o pescoço chamam atenção pela pele abundante, macia e fina, que cai em dobras profundas. O andar é impressionante, bastante lento, com certo balanço, mas ágil, elástico e solto.
O pelo no corpo é curto, denso, bastante áspero e resistente ao tempo. Na cabeça e nas orelhas é muito curto e macio. As cores são três: preto e fogo, fígado e fogo, e vermelho unicolor (de claro a escuro). Um pouco de branco no peito, nos dedos e na ponta da cauda é tolerado.
No dia a dia
O padrão descreve um cão gentil, plácido, bondoso e sociável com as pessoas, muito apegado ao dono. Tolera outros cães de canil e outros animais domésticos. É um pouco reservado e teimoso, e tão sensível a elogios quanto a correções. A voz é grave, mas ele late pouco.
Onde a raça se destaca
A utilização oficial é sabujo para caça grande, cão de serviço, cão de rastreio e cão de família. O padrão faz questão de dizer que ele sempre foi e deve continuar sendo um cão de trela, que por causa do faro notável serve para seguir o rastro de caça ferida e também para achar pessoas desaparecidas em operações da polícia. O faro e a resistência permitem seguir pistas longas e em terreno difícil.
Curiosidades
Segundo a Wikipedia, a polícia no mundo todo usa o Bloodhound para rastrear fugitivos e pessoas desaparecidas, e em alguns tribunais a identificação feita pelo cão é aceita como prova. O cão Nick Carter, do capitão G. V. Mullikin, é creditado com mais de 650 achados, um deles numa pista de 300 horas.
A mesma fonte diz que, em 1888, o criador inglês Edwin Brough levou três cães à exposição do Westminster Kennel Club, em Nova York. Na pintura "Dignity and Impudence" (1839), de Edwin Landseer, aparece o Bloodhound Grafton.
Dados da raça
| Item | Informação |
|---|---|
| Grupo FCI (Federação Cinológica Internacional) | Grupo 6: sabujos e raças afins. Seção 1: sabujos. Subseção 1.1: sabujos grandes |
| Número do padrão FCI | 84 |
| País de origem | Bélgica |
| Porte | Altura ideal na cernelha (altura medida no ombro): machos 68 cm; fêmeas 62 cm, com tolerância de 4 cm para mais ou para menos. Peso: machos cerca de 46 a 54 kg; fêmeas cerca de 40 a 48 kg |
| Pelagem | Pelo curto, denso, bastante áspero e resistente ao tempo; muito curto e macio na cabeça e nas orelhas. Cores: preto e fogo, fígado e fogo, ou vermelho unicolor |
O jeito
O padrão descreve um cão gentil, plácido e bondoso, sociável com pessoas e apegado ao dono. É um pouco reservado e teimoso, sensível a elogios e a correções. Segundo a Wikipedia, o forte instinto de seguir pista pode torná-lo voluntarioso e difícil de treinar na guia.
Energia e rotina
Nível de energia: média (estimativa do Cão a partir do trabalho original da raça).
A raça foi criada para seguir pistas por horas, com resistência e muito foco no faro. Em casa, isso costuma pedir passeios longos e calmos, em que o cão possa farejar, sempre na guia (estimativa do Cão).
Cuidados com o pelo
O pelo é curto e denso. Escovar de vez em quando ajuda a tirar o pelo solto (estimativa do Cão). Banho só quando precisar.
Convivência
O padrão diz que o Cão de Santo Humberto tolera os cães do canil e outros animais domésticos e é sociável com as pessoas.
Fontes
- FCI, padrão oficial nº 84, versão de 12/07/2002 (histórico, aparência, temperamento, pelo, cores, altura, peso, utilização, classificação): https://www.fci.be/Nomenclature/Standards/084g06-en.pdf (acesso em 29/10/2026)
- Wikipedia, Bloodhound (nome, história, uso policial, curiosidades): https://en.wikipedia.org/wiki/Bloodhound (acesso em 29/10/2026)
- CBKC, lista de raças (grafia "Cão de Santo Humberto" e presença na lista): https://cbkc.org/racas (acesso em 29/10/2026)